Cena do Filme Sociedade dos Poetas Mortos

A “Sociedade dos Poetas Mortos” e o transcendentalismo de Walt Whitman

O filme “Sociedade dos Poetas Mortos” mostra o drama vivido por alunos do segundo grau em um colégio com parâmetros rígidos de ensino e conduta racionalizantes com o objetivo de prepará-los para a formação superior sob o lema “tradição, honra, disciplina e excelência”.

O professor John Keating, interpretado pelo ator Robins Williams, vem à cena para mudar o modo com que os alunos veem o mundo. Com métodos nada ortodoxos em relação às diretrizes daquela instituição, Keating abusa de talento e sabedoria para inspirar seus alunos a perseguirem suas paixões individuais tomando as rédeas de suas próprias vidas e buscando um caminho de felicidade, mas sem desprezar o bom senso que essa caminhada exige. Continue reading

A Apologia de Sócrates

Contexto Histórico

Antes de falarmos sobre os principais pontos da defesa do grande sábio, descrita por seu principal discípulo, Platão, convém situarmos o contexto histórico em que se deram os acontecimentos.

Sócrates nasceu em 470 a.C. e foi condenado à morte no ano de 399 a.C., período de grandes transformações no mundo grego. Continue reading

Teoria do Medalhão: Kant, Freud e Ingenieros na obra machadiana

No conto Teoria do Medalhão, Machado de Assis nos brinda, mais uma vez, com sua fina ironia ao referir-se ao comportamento de certas figuras da sociedade.

Por meio de um diálogo entre pai e filho, o autor expõe o caminho para tornar-se um homem medíocre ou, como ele prefere chamar sarcasticamente, um ‘medalhão’. Continue reading

Breves considerações antropofágicas

Ao procurarmos o sentido etimológico da palavra “antropófago”, constatamos que ela vem do grego “anthropos” + “phagein”, que significam, respectivamente, homem e comer. No senso comum, denota comer uma ou várias partes de um ser humano. No entanto, ao aprofundar-se no conceito, comumente chamado de canibalismo, merece relevante destaque o fato de tratar-se de um ritual, Continue reading

O problema referente ao conceito de filosofia cristã à luz da perspectiva proposta por Étienne Gilson

Para Étienne Gilson, não há como pensar a filosofia medieval sem falar em uma filosofia cristã e, no seu papel de historiador, não lhe caberia desconsiderá-la, sob pena de limitar a informação da realidade histórica. O autor ressalta que a questão mais importante é de ordem filosófica, não objetivando saber se houve cristãos filósofos, mas se pode haver filósofos cristãos. Continue reading

(M)idiocracia – a ditadura do pensamento vulgar: fundamento e movimento

Por Mário Henrique da Luz do Prado

Tal fenômeno de padronização massificada gera o movimento social predominante. Que, hoje, se manifesta num ódio político unilateral.

A referência é, na sua existência, indiscutível como elemento de formação individual, mas, sempre, e como que axiomaticamente, discutível na essência de seu conteúdo. Continue reading